Este blog foi montado com o intuito de retratar experiências de professores de SwáSthya Yôga que dedicam suas vidas a praticar, ensinar e difundir esta fantástica filosofia de vida.



segunda-feira, 21 de dezembro de 2009




A IMPORTÂNCIA DE TER

A IMPORTÂNCIA DE TER
BIBLIOGRAFIA SOBRE O YÔGA ANTIGO

Em tudo há algo de bom, especialmente nos livros,
pois são o resultado da reflexão
Baltasar Gracián
A nossa tradição de Yôga é do período Pré-clássico. Por essa razão não contamos com bibliografia original, uma vez que no período Proto-histórico, justamente por ser proto-histórico, não havia escrita (ou pelo menos não temos registro hoje em dia da sua existência). As outras linhas, do Período Clássico até às modernas, disponibilizam uma lista de títulos para que os seus yôgins estudem. O SwáSthya Yôga é a codificação do Yôga Pré-clássico, pré-vêdico, pré-ariano. Estamos conscientes de que toda a nossa bibliografia depende de nós mesmos, estudiosos daquela tradição. Se queremos que os nossos alunos tenham material de leitura, devemos escrever, dar forma no papel ao nosso conhecimento recebido por transmissão oral, de Mestre a discípulo.
Dispor de mais livros da nossa escola vai nos ajudar a:

Ter material de estudo sério para os nossos alunos e instrutores, que aporte conhecimento exclusivo da nossa Escola. É o tipo de divulgação de dentro para dentro, o crescimento interno. Muitas vezes, os iniciantes acabam procurando em obras de outras linhas,*por carência de um número de livros da nossa própria linhagem. Recordemos que os mais novos “necessitam” de diversificação (de técnicas, de cursos, de leituras); é nosso dever oferecer-lhes essa diversidade de livros de boa qualidade, sem ter que recorrer a textos de outras procedências que poderiam gerar confusão.

Divulgar o SwáSthya Yôga nas livrarias. É o tipo de divulgação cultural. Quantos mais títulos próprios tivermos nas livrarias mais credibilidade possuiremos perante os futuros leitores.

Divulgar o nosso trabalho na imprensa escrita. Reveja fragmentos dos seus textos e utilize-os como colunas ou artigos em diários e revistas. Desta forma divulgará o SwáSthya Yôga em geral e, ao mesmo tempo, o seu livro, em particular, uma vez que sempre irá ser mencionada a fonte. Ter um livro publicado dá maior credibilidade ante a imprensa e os seus alunos.

Ensinar sem a presença física.
When you read these I that was visible am become invisible.
Now it is you, compact, visible, realizing my poems, seeking me,
fancying how happy you were if I could be with you and become your camarade…
Full of life now, Walt Whitman
É um prazer poder falar através de um livro sem conhecer pessoalmente o leitor que, talvez, modificará a sua vida só por ter entrado em contato com essa leitura. Existe a possibilidade de mudar o karma das pessoas à distância. Esta relação incorpórea é grandiosa, pois irá continuar inclusive depois da sua própria morte.

Ensinar para assimilar o conhecimento.
Digo-me a mim mesmo que não tenho direito de guardar tudo o que fui acumulando,
ao longo de tantos anos, em cerca de mil páginas de notas.
Mircea Eliade
Este item tem uma íntima relação com o yôgin e o escritor: transmitir o conhecimento adquirido, ajuda a assimilá-lo. Se não se exerce a docência (isto é, passar as suas experiências aos outros), a própria lei do karma tomará de volta esse conhecimento, por se tratar de uma atitude sumamente egoísta (da mesma forma comporta-se a natureza com os órgãos não utilizados, atrofiando-os). Em outras palavras, tudo o que, através da experiência, pensava ter aprendido e assumia como seu próprio património, cairá no esquecimento. Assim como um simples praticante não terá tanto know-how pelo motivo de não estar ensinando, um instrutor que não aproveite da oportunidade de ensinar à distância através de livros, estará perdendo uma importante ferramenta de auto-conhecimento.
Logicamente estes são só alguns dos inúmeros bons motivos para escrever. Esperamos que lhe sirvam de incentivo, para que comece já agora a registar as suas idéias!

Tradução: Sonia Monteiro!



sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Priorizar é preciso, viver não é preciso!






Você já deve ter visto, quanta gente (inclusive nós) luta quase que diariamente para seguir sua rotina de atividades de forma disciplinada. Aliar trabalho, lazer, família, amigos, atividades sociais... Escolhemos o que fazer do nosso dia, semana, mês e ano, mas nem sempre conseguimos concretizar aquilo que projetamos. E isso gera uma frustração que resulta em desânimo!

Muita gente se inscreve pra fazer Yôga, mas desconhece que Yôga não é natação, não é musculação, não é Pilates, não é uma atividade física (mesmo que para alguns siga sendo). Quando percebem que para ascender tecnicamente é necessário empenho e dedicação... Acabam por priorizar seu trabalho, sua família, seus estudos. Não estou dizendo que você deve deixar tudo de lado e dedicar-se apenas aquilo que você gosta, é obvio que não! Mas se pudéssemos unir, integrar tudo isso com a disciplina prática, não há dúvida de que nosso dia, mês e ano seriam mais produtivos. Não é a toa que Yôga significa: UNIÃO.

Mas é impressionante como uma simples mudança de foco em um aspecto nos faz desorientar todo o restante. Ficamos sempre "empurrando com a barriga" à pensar que daqui a pouco tudo vai se acalmar e vamos enfim conseguir nos organizar. Sinto muito... Mas isso não vai acontecer! Tenho alunos que são profissionais requisitadíssimos, que necessitam ler mil e duzentos livros e artigos, presenciar duas mil e duzentas reuniões e compromissos, participam de oitocentas e nove atividades sociais, e nem por isso deixam de lado suas práticas. Pelo contrário, entendem que justo nesse momento É VITAL seguir sua rotina prática, caso contrário entram no ciclo de tentar-perder-desistir-desanimar-tentar-perder-desistir-desanimar... Ou seja, priorizam e não abrem mão disso.

Hoje, para cada 10 praticantes que iniciam, há outros 10 que desistem!

Desmotivação, desinteresse, falta de informação, indisciplina, falta de persistência, de identificação... Enfim, sempre há um motivo para parar e ele deve ser respeitado.

Esse ciclo só se modifica quando o simples desejo de dormir melhor e ter um corpinho sarado, se transforma em algo maior.

Praticar disciplinadamente pode ser um desafio para muitos e um calvário para outros.

Disciplina NÃO é abrir mão de outras coisas para ater-se a uma rotina, e sim integrar tudo de uma forma organizada e PRIORITÁRIA.

Mesmo por que, até para dormir melhor e ter um corpinho sarado é preciso disciplina, imagine então para meditar e se autoconhecer de verdade!


Instr. Sandro Nowacki
Diretor da Unidade Bela Vista
Instrutor do Método DeRose


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

SOBRE PALAVRAS E LEITURAS







Não há livros morais nem imorais.
Os livros estão bem ou mal escritos.
Simplesmente.
Oscar Wilde.

Das palavras saem odores e gostos.
Nunca sei a que recanto da memória me levará uma página.
À medida que as frases vão passando, cadeias de associações mentais são ativadas.
O frágil sistema indireto da interpretação.
Por mais que o escritor originalmente queira expor uma determinada idéia, a forma final da mensagem moldar-se-á apenas na cabeça do leitor.
Os textos ficam independentes da intenção do seu autor apenas são lidos. (Inclusive quando aquele que os lê é o próprio autor).
Um único livro possui tantas conclusões quantas pessoas o leiam.
O transmitido, aquilo que sobreviva à leitura, depende diretamente da relação entre a mensagem emitida e o passado do leitor. Pois é nos passados (que se transformam em recordações) onde surgirão as divergências de uma mesma mensagem.
Trata-se de uma forma mais de relação humana.
Se o autor vive em cada palavra, se o leitor vibra em cada leitura, a sintonia será estabelecida e a informação correrá do papel aos olhos sem barreiras, como um rio que já conhece o processo do degelo.


Tradução: Sonia Monteiro
Imagen: "Chica leyendo", de Renoir


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O pújá no nosso dia a dia




Quando somos crianças a presença de heróis é uma constante em nossas vidas. Nessa fase nossa imaginação é muito fértil e nos permitimos ser quem queremos. O herói é uma representação da grandiosidade do potencial humano, no fundo sabemos que podemos ser muito mais do que aquilo que estamos manifestando no momento.

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Sobre como dormir







Tal como não é aconselhado comer antes de praticar Yôga, tampouco é aconselhável fazê-lo antes de ir dormir. Tanto o acto de dormir como a prática de um relaxamento podem parecer mais passivos para um observador externo; até seria lógico pensar que são óptimos momentos para fazer a digestão. Nada mais errado. O corpo não está tão passivo como parece. Tal como um ásana é uma técnica corporal na qual se permanece sem movimento algum mas não é passiva, o relaxamento ou o simples e quotidiano acto de dormir são dois estados nos quais se produz uma intensa actividade interna, que apenas se compreende quando se a vive com consciência.

No início, tanto ao dormir quanto ao praticar yôganidrá (nome dado à técnica de descontracção), o corpo está recarregando as baterias que desgastou no desenvolvimento de outras actividades. Quanto mais o ocupamos, menos baterias poderá recarregar. Se vamos dormir com o estômago carregado de comida, com o corpo cheio de tensões musculares ou a cabeça saturada de pensamentos e emoções, o nosso piloto automático vai encarregar-se primeiro de tentar digerir todo esse excesso, e depois irá disponibilizar-se para revitalizar. É por isso que na maioria das vezes não se alcança com o sono: faz falta estar predisposto a descansar e deixar tudo o resto de lado. Algo como uma prévia limpeza.

Na prática para iniciantes, o corpo energético é purificado (através dos mantras) antes de o trabalhar (com os pránáyámas). Limpa-se o corpo físico (com kriyás) antes de o treinar (com ásanas). Seguindo o mesmo raciocínio, antes de dormir pode realizar-se uma limpeza geral. No corpo físico denso: evite a sobrecarga, comendo frugalmente, e descontraia parte por parte ao deitar-se; o corpo emocional: deixe de lado qualquer emoção que perturbe esse plano; no mental: não caia no erro de se dispersar pensando em tudo o que terá que realizar no dia seguinte. Assim preparado, poderá aproveitar melhor as horas de sono.
Facilite as tarefas do seu corpo. Deixe-o recuperar-se. Quando não se dorme bem, o estado de mau humor influencia-nos. É como se a casa onde temos de passar o dia inteiro estivesse totalmente desordenada e suja, e não pudéssemos encontrar os objectos que necessitamos nem um sítio livre para nos sentarmos. E o pior: durante esse dia, sentimo-nos incapazes de acomodar e limpar essa casa, da qual não há como sair.

Tradução: Sonia Monteiro
Foto: Anahí Flores


sexta-feira, 13 de novembro de 2009




Quem trabalha com atendimento ao público certamente sente na pele (e nos nervos) o quão difícil é agradar o cliente. As expectativas do consumidor atual são um saco sem fundo de onde saem as mais variadas exigências, deixando, muitas vezes, o fornecedor de mãos atadas.

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terça-feira, 22 de setembro de 2009





Por Daniel De Nardi

Os mudrás – gestos do Yôga – são a primeira ferramenta que o iniciante tem acesso dentro do ady ashtanga sádhana. Dependendo do objetivo podem ser classificados como reflexológicos, simbólicos ou magnéticos.


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sábado, 19 de setembro de 2009



Por Daniel De Nardi

Segundo o Sámkhya, filosofia especulativa naturalista que surgiu na Índia há 5000 anos, existia no início do cosmos apenas uma partícula condensada de consciência, que eles chamaram de Púrusha, que se traduz por homem.

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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

ZEN, essa!




Por Renata Junqueira

Eu nunca entendi por que toda vez que eu dizia ser instrutora de Yôga as pessoas me olhavam, faziam uma cara estranha, uniam as palmas das mãos e diziam – Ahh, por isso que você é meio zeeeen!
Zen, eu? Até parava para pensar alguns instantes tentando achar alguma semelhança. Mas sinceramente, nunca encontrei.

Mas então porque zen?

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KARMA




A lei universal de causa e efeito que os hindus chamam de karma sempre fez parte do conhecimento intrínseco do ser humano. Aqui no ocidente, este conceito é exemplificado pela famosa expressão “colherás aquilo que plantou”. E como toda ação gera uma reação, nosso destino vai sendo traçado cotidianamente de maneira bem mais previsível que imaginamos.
Se queremos mudar o rumo de algum aspecto da nossa vida, temos que antes de mais nada, conhecermos os fatores que motivam nossas ações.

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Por Tatiana Marcondes

Meditar, segundo Patánjali, é parar as ondas mentais.

Realmente isto não é fácil, pois é incontável a quantidade de pensamentos que produzimos em tão pouco tempo.
Assim como necessitamos alimentar nosso corpo, a mente se abastece de pensamentos, vinte e quatro horas por dia, trezentos e sessenta e cinco dias por ano. Ao olhar algo, tocar alguém, sentir um perfume, degustar um alimento ou ouvir uma música, você está dando à mente aquilo que ela mais gosta: o seu alimento, a dispersão.

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Permaneça acordado e lúcido




Permaneça acordado e lúcido, ouvindo cada palavra que o instrutor disser, para poder filtrar e assimilar somente aquilo que quiser. Antes de mais, recorde que através da prática do Yôga buscamos alcançar um estado de mega lucidez mental. Como consequência, adormecer durante uma descontracção seria um mero incidente (de qualquer forma, se acontecer uma vez ou outra, não desespere).

O estado ideal para a descontracção é aquele em que o corpo está desconectado, mas a sua mente não. Assim poderá ouvir e decidir se quer ou não acompanhar as mentalizações indicadas pelo instrutor. Seria triste se as palavras do instrutor fossem um guia que se segue inconscientemente, sem saber sequer de que se trata.

Durante o yôganidrá, o praticante está num estado de maior receptividade. Para além de servir para assimilar os efeitos da prática dos outros conjuntos de técnicas, o yôganidrá é o momento apropriado para criar imagens mentais, arquétipos daquilo que quer realizar. A mente está aberta e o emocional está receptivo. Daí também a importância de estar lúcido, para poder mentalizar somente aquilo que quer que aconteça e não perder tempo em criar imagens negativas, divagar por recordações que não são construtivas, etc. Muitas vezes a mente tem a tendência a dispersar por pensamentos indesejados.

Seja dono daquilo que acontece no seu corpo e na sua mente, que por si só já tem pouco espaço. É necessário construir bem os pensamentos que constrói na sua consciência, pois eles vibram, movimentam-se e criam sulcos na memória. Cada pensamento altera a sua vida, partindo do pressuposto que altera o seu corpo, as suas emoções, a sua respiração. Modifica o instante presente e os que surgem daí. Interfere nos próximos pensamentos que virão; por exemplo, se estiver mergulhado numa cadeia de pensamentos trágicos, muito raramente aparecerá um pensamento alegre no meio deles. Os pensamentos aproximam-se quando têm sintonia entre si. Pensamentos agradáveis atraem pensamentos agradáveis. Aquele que tem pensamentos pessimistas, entende-se com aqueles que trabalham com a mesma matéria-prima. Mesmo que não tenham conversado, quando duas pessoas com formas de pensar semelhantes se encontram, a sintonia estabelece-se sem palavras. A frase “uma questão de pele” tem a ver com os sentidos. Os pensamentos emanam pelos poros e deixam um certo aroma no ar…


Anahí Flores


Tradução ao português: Daniela Sousa
Foto: Anahí Flores


quinta-feira, 3 de setembro de 2009





"Cada vez mais fico convencido que nos ensinam mentiras sobre os opostos. Dizem que quem é bom, nunca é ruim. E que quem é disposto não se cansa nunca. Claro que colocado dessa forma todos diriam: Que absurdo, óbvio que não é assim. 
Como se fala na bíblia o homem não podia comer o fruto do conhecimento do bem e do mal. O resultado é que ficamos presos na dualidade e isso interfere seriamente na nossa percepção da realidade e das pessoas à nossa volta."

Assim começa o brilhante texto de Thiago Duarte, que faz uma lúcida ponderação sobre dicotomias, dualidades e a interferência desses pontos-de-vista em nossa vida cotidiana. 




terça-feira, 4 de agosto de 2009

Método DeRose é uma Cultura




O mundo tem acesso à cultura do bom viver e à chave da vida plena em todos os aspectos. Há muito tempo, estas maneiras de agir e ver o mundo surgiram na forma de três grandes filosofias que nasceram aproximadamente na mesma época, e cada uma é um complemento natural da outra. Em seus nomes convencionais, essas filosofias são chamadas de Yôga, Sámkhya e Tantra. Os dois primeiros compartilham um mesmo objetivo, a libertação. Libertação dos condicionamentos e das amarras da personalidade, numa conquista absoluta do autoconhecimento e união com a própria essência. Contudo, o Sámkhya é teórico e sua atuação limita-se à mapear a trilha do tesouro, enquanto o Yôga é estritamente prático e constitui a caminhada terra-a-terra que ruma ao diamante, direcionada por aquele mapa.

O Tantra é a contraparte comportamental, que orienta a maneira de interagir com os demais seres, com a natureza e consigo próprio, preconizando a melhor maneira de fazer qualquer coisa (possível definição presente no Sanskrit-English Dictionary, de Sir Monier Williams). Nada disso é moderno. Essas três filosofias são patrimônio cultural da Humanidade e possuem o valor de um diamante do tamanho do nosso planeta. De fato, praticar o Yôga Antigo, compreender o mundo sob o prisma naturalista do Sámkhya e viver tântricamente é o paraíso na Terra.

DeRose, meu Mestre de Yôga, começou em 1960 sua trajetória de ícone que culminou na busca das Origens do Yôga Antigo (essa expressão virou um de seus livros). O trabalho de resgate dessa filosofia milenar trouxe algo maior do que o objetivo original. Estamos falando de um trabalho que começou há meio século e ainda está em andamento, ganhando forma e identidade: Método DeRose, Méthode DeRose, DeRose Method. O trabalho de sistematização do Yôga Antigo tornou-se algo muito maior, um life style, um estilo de vida, uma Cultura! O Método leva o nome DeRose devido aos méritos do educador: observação, pesquisa e codificação dessas raízes filosóficas, e ainda contando com o apoio e o amparo bibliográfico de diversos Mestres e estudiosos dessas raízes. Quando você encontrar uma escola credenciada pelo Método DeRose, já sabe que trata-se de um oásis em sua cidade. Lá você terá acesso à beleza de Nossa Cultura, praticando muito SwáSthya Yôga (a sistematização do Yôga Antigo), e aprendendo bastante sobre as características desrepressoras e sensoriais do Tantra, e ainda aprender e vislumbrar-se com a beleza do Universo através de uma compreensão naturalista, sem misticismo, conforme orienta o milenar Sámkhya.

Prepare-se: é muita coisa boa. A porta é estreita e reservada aos fortes. Lá dentro, há um enorme conhecimento para você saber mais, ampliar o espectro de sua sensorialidade e ganhar poder sobre si próprio. Tenho a convicção de que você sentirá a beleza e o refino do que encontrará. Enquanto isso, fico cá torcendo por você, e torcendo para que sua caminhada seja forte, mas na medida certa, o que é muito importante, pois a mesma luz que ilumina os olhos é a que pode cegá-los se for excessiva.

Yôga, Sámkhya, Tantra.
Poder, saber, sentir.
Método DeRose.


Alexandre Montagna
AlexandreMontagna.com


sexta-feira, 31 de julho de 2009

Mudança: A via da evolução



Os pressupostos da cultura Swásthya devem ser mantidos e, como tal, começo com o agradecimento ao Prof. António Pereira e a toda a Federação por me terem proporcionado a oportunidade de expor o meu ponto de vista em relação ao conceito de mudança, segundo o nosso Método.

Para quê mudar?
Mudar para ser melhor. Mudar, simplesmente, para não cristalizar. Mudar para regenerar e renovar. Mudar porque tudo tem um tempo. Mudar por ser a gênese da evolução. Mudar tudo... sabendo que não perdurará para sempre!

Relembrando o último ano e meio, a mudança tem sido constante para o lado da Unidade Chiado. Alteraram-se a Direção, a equipe, a imagem e a escola. Algumas destas alterações foram impostas, outras surgidas do desejo profundo de evoluir. Quanto às impostas, pouco há a fazer para além de assumir a nova condição, tornando o processo direcionado, ao invés de aleatório.

O desejo é a raiz do processo e necessita de transmutação através da mentalização e da ação concreta. Nada melhor que a história da transformação da nossa escola para o exemplificar.

Um dia acordei com um profundo desejo de remodelar a Unidade. De certa forma a sinergia era quebrada por um conjunto de fatores que não a deixavam funcionar harmoniosamente. A imaginação tomou conta de mim!

Começou o processo de mentalização, como conquistar o que tanto desejava? Como fazer, pois tudo parecia improvável de acontecer? Começou a surgir um barulho ensurdecedor dentro da minha cabeça, parecia que o cérebro se moldava, condicionando-me para as alterações a que o meu desejo me impelia. Inicialmente, as imagens visualizadas eram abstratas, mas ganhavam forma à medida que na minha cabeça tudo se conjugava. Necessitei de passar da mentalização à acção efectiva.

Sondei a equipe que, de imediato, se entusiasmou – e nisso são peritos. Arranjaram um designer, discutiram a ideia de funcionamento e decoração assim como a empreitada e financiamento da obra. Estou-lhes grato pelo fervor com que fazem tudo pelo ideal.

Começava a parte mais dura do processo, onde foi necessária muita perseverança. A mudança implica sempre uma atitude de auto-superação e vontade para que os obstáculos não impeçam de atingir os intentos – e eles foram demasiados... Empreiteiros incompetentes, senhorio pouco acessível, o imprevisto de remover parcialmente o chão da casa, etc. Enfim, o orgulho e a satisfação de ter conquistado o que almejava fez valer a pena todas essas dificuldades. Não esquecendo que tudo foi elaborado sem o encerramento da escola!

Obrigado a todos os alunos por acreditarem no nosso trabalho e nos encherem de força para lhes proporcionarmos um trabalho sério e bom.

No fundo, a evolução assenta num desejo de mudança que é transformado em conquista através da associação da ação mental à ação física. Desejamos para imaginarmos, mentalizarmos e por fim efetuarmos. Tendo este sistema consciente, a evolução torna-se inevitável.

A mudança consciente desperta no individuo uma atitude de responsabilidade, para não mais arranjarmos desculpas com situações ou em terceiros para os fracassos individuais. Como ninguém gosta do fracasso, a probabilidade maior é que façamos tudo para atingir a meta a que nos propomos.

Desejo que cresçamos, que nos mantenhamos unidos e que possamos manter esta trilha que escolhemos para as nossas vidas. Desejo muito que dê certo comigo e contigo, companheiro de ideal e de profissão!

Foi um prazer escrever, mas agora preciso mentalizar e agir.

SwáSthya!
Ricardo Seriz
Vice-Président de la Fédèration Française de Swásthya Yôga


quinta-feira, 30 de julho de 2009

Mirando las miradas




Y hoy tuvimos Sat-Chakra, y hubo demostración de coreografía y también una muy linda reunión… y fue linda, muy linda…Y me llamaron la atención los ojos, brillantes, limpios, encendidos. Pensé en la importancia de la mirada.

Y empezaron a llegarme borbotones de ellas, de ojos enamorados, sorprendidos, entristecidos, pasmados o pícaros. Expresivos o apáticos, vitales o sin brillo…

Y también me llegan alusiones que sobre los ojos, distintos autores, en textos o por variadas situaciones expresan palabras sobre la importancia de estos órganos… a la vía maravillosa de comunicación que encontramos a través de la simple mirada, o el arqueamiento de una ceja.

Una expresión en verdad intensa requiere la cooperación de los ojos. Mirar con fijeza y fulgor transmite poderosos mensajes.

En la mitología griega la Gorgona Medusa, hermana mortal de Esteno y Euríale convertía en piedra a todo aquel que la mirara a los ojos. Si lo sabría Perseo que tuvo que valerse del reflejo de la Gorgona en su escudo para acercarse lo suficiente y decapitarla.

O el famoso Leonardo DaVinci, cuando se refería al ojo como la ventana del alma. Y San Mateo, cuando expresaba que el ojo era… la luz del cuerpo…

Y entonces, veo ojos, reveo miradas y comparo tantos conocidos, lindos, llenos de luz y que en poco tiempo se tornaron grises, apagados, desprovistos del brillo que la vida enciende. Me entristece…

Vuelvo a examinar las lindas miradas de los alumnos, de los colegas y no es casualidad.
En todos se ve la vida que brota, la llama que brilla, el SwáSthya que enciende e ilumina.

Ah, que fórmula maravillosa. Y miro mis ojos en el espejo y agradezco con felicidad. Y me comprometo a seguir enseñando esta cultura para que se enciendan muchas miradas…

Los abrazo!!!


Edgardo Caramella


quarta-feira, 29 de julho de 2009

La naturaleza de la fuerza





¿De dónde proviene la fuerza? A nivel corporal, y sin hacer un análisis detenido, uno estaría tentado de declarar que tiene su origen en los músculos. Sin embargo, sin el esqueleto a través del cual generamos las palancas que nos permiten movernos, de nada serviría la musculatura para realizar un trabajo.

De hecho, cuanto mayor es el ángulo de apertura de las articulaciones y más elongados se encuentran los músculos (en una palabra, cuanto más flexibles somos) es muy posible que precisemos de menos esfuerzo para lograr el mismo resultado, por ejemplo al levantar un peso. Eso se debe a que, si tenemos más movilidad logramos acomodar nuestro cuerpo de la mejor manera en relación a la principal fuerza que actúa sobre nosotros, la gravedad.

La fuerza muscular que sobreviene con la práctica del Método DeRose está mucho más ligada al incremento y administración de la vitalidad que al crecimiento concreto de la masa muscular. Es una característica notable de esta forma primitiva de entrenar la realización de las técnicas musculares sobre la punta de los dedos de las manos, exigiendo no sólo el fortalecimiento de esos inusuales puntos de apoyo sino también el tomar conciencia de músculos que normalmente pertenecen a la esfera inconsciente y el desenvolvimiento de un sentido de equilibrio que conviva con esa fuerza.

Podemos designar a este conjunto de flexibilidad, sentido de equilibro y fuerza con el nombre de habilidad.

Ahora, dirigiendo nuestra observación a otros ámbitos, ¿qué ocurre en nuestra vida cotidiana? En rasgos generales, lo mismo que con la fuerza física: para realizar un trabajo usamos esa fibra, muchas veces en cantidades excesivas, simplemente por concentrarnos únicamente en los “músculos” y descuidar otras fuentes de potencia que, al ser desarrolladas nos permiten ubicarnos en la posición más favorable para lograr el resultado buscado.

La habilidad corporal hace que gastemos menos energía en la consecución de un trabajo físico; de forma análoga, la fuerza de voluntad podrá ser complementada a través de la flexibilidad que nos dará la posibilidad de adaptarnos a diversas situaciones, haciendo crecer nuestra habilidad para alcanzar los objetivos.

Hay un desperdicio de energía en el acto de dar un portazo inconsciente, de levantarse de la silla con brusquedad, de exhalar como si uno quisiera apagar todas las velas de su centésimo cumpleaños a un tiempo. Tomando conciencia de esos aspectos puramente físicos damos el primer paso para comenzar a actuar sobre otros ámbitos más< sutiles, en los cuales es vital ser conscientes de nuestras propias fuerzas.


Yael Barcesat


quinta-feira, 9 de julho de 2009

Priorize e vá até o fim





O único lugar onde sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.

Albert Einstein

Há algum tempo resolvi “exorcizar” alguns arquivos do meu computador. Sabe, não sou um usuário que costuma armazenar arquivos desnecessários; sou bastante organizado e mantenho apenas aquilo que considero realmente útil. Mas fazia aproximadamente cinco anos que eu não cumpria o bom e velho ritual de limpeza e tinha a certeza de que havia muito espaço ocupado desnecessariamente no meu HD.

Assim, com receio de jogar fora algo importante, dei-me o trabalho de abrir arquivo por arquivo para verificar atentamente seu conteúdo. Neste longo processo, tive a oportunidade de refletir sobre meu padrão comportamental dos últimos cinco anos. Ele estava, de certa forma, implícito no conteúdo e na organização daqueles arquivos. Sabe o que descobri? Que uns 70% das minhas idéias e projetos que um dia pareciam importantes, não resultaram em nada! Foi duro tomar consciência do quanto desperdicei meu tempo (leia-se minha vida) em iniciativas sem acabativas. Cinco anos depois, tudo o que ganhei foi 70% de espaço livre no meu hard disk.

Se a sabedoria é feita de experiência e a experiência é feita de erros, posso dizer que este erro me trouxe uma grande sabedoria. Aprendi que o aumento da produtividade não depende tanto da criação e execução, mas sim de saber priorizar e ir até o fim; caso contrário, acabamos confundindo ações com resultados.

Este conceito me fez lembrar a velha anedota do homem que precisava atravessar, a nado, um largo rio para encontrar, na outra margem, o seu grande amor. Com excesso de peso e um tanto sedentário, ao chegar na metade da travessia o homem se vê exausto e resolve desistir do intento, nadando de volta a exata distância que poderia tê-lo levado para os braços de sua amada! E quantas vezes na vida agimos assim? Iniciamos um projeto importante e, logo na metade do caminho, desistimos para voltar ao ponto inicial. Quanta energia desperdiçada sem que consigamos alcançar os resultados almejados.

Foi a partir dessa experiência difícil que, não somente liberei espaço no meu HD, mas também tempo na minha vida. E, quem sabe, o meu depoimento sirva de estímulo para você avaliar seus projetos de vida agora. Talvez você também queira fazer um exorcismo nas coisas menos importantes, para colocar o foco naquilo que realmente deseja realizar. Uma vez que o tenha identificado, priorize e vá até o fim!


Ricardo Mallet


quinta-feira, 2 de julho de 2009

Tirar um tempo só para você: Interessa?





Com certeza a maioria das pessoas responderia de imediato que sim.

Desta maioria quantas já tiram esse tempo?

Certamente poucas.

Das que tiram um tempo só para si, será que entenderam o “só para si” da forma como imaginei quando formulei a pergunta?

Provavelmente não.

Quando falamos com as pessoas sobre o tema, não raro podemos perceber que elas incluem aí ler um livro, viajar, ver um filme, fazer massagem, ir ao esteticista, ao cabeleireiro, fazer um curso de algo que gostem…

E não digo que isso não seja bom.

Já é muito bom quando uma pessoa sabe usar parte do seu tempo para interesses puramente pessoais, deixando um pouco de lado trabalho, rotina, stress.

Mas, acho que não se deve parar por aí.

Quando fiz a pergunta não pensei em entretenimento nem em diversão.

Pensei em momentos dedicados só para si.

Sem relação alguma com um outro… seja este outro um livro, ou um filme.

Sem exposição à mais estímulos externos do que aqueles que já atuam em nós.

Conheço muita gente que sai semanalmente com os amigos, que vai ao cinema, ao teatro, que vai para a praia rotineiramente e faz tudo isso de forma tão dispersa que não posso considerar estes momentos como “tempo para si” no sentido de que falo.

Falo de alguns instantes para se ficar sozinho mesmo.

Instantes de pura auto observação, auto-estudo e autoconhecimento.

Instantes exclusivamente seus.

Para muitos, pode ser, que isso não interesse mesmo. Pode ser que não se veja nisso algo de interessante. É uma posição válida.

Mas, de minha parte, pelo que ja vivenciei a partir disso, posso dizer: não quero que nenhum dia da minha vida se passe sem que eu possa tirar um tempo só para mim, nem um só!

É a partir disso que se pode mais facilmente evoluir, aprender, reprogramar-se mudando o curso, para melhor, daquilo que fazemos com nossas vidas.

Coisas que não se conquistam com entretenimento e diversão, mesmo que isso seja positivo para que se melhore a qualidade de vida individual.

Tenho minha rotina, tenho meu tempo de entretenimento e diversão mas repito que: acho que não para por aí.

Tenho meu tempo para dedicar a um processo de aprimoramento pessoal.

Se neste momento alguém pensar que é porque eu tenho tempo para isso, prontamente digo, já não tive…

Mas, priorizei em minha rotina esse objetivo: tempo para me desenvolver. (Na realidade a forma urgente e forte como isso se apresentou para mim fez com que até minha rotina se alterasse completamente. Para que todos os meus atos rotineiros estivessem completamente integrados com esse objetivo. Mas não precisamos ir tão longe, isso foi uma escolha pessoal…da qual não me arrependo nem um pouco)

E a questão aqui não é o tempo para destinar a isso, mas à forma como o consideramos mais ou menos importante. Se for importante mesmo o tempo surgirá… por uma simples questão de priorizar essa atividade.

No meu caso, faço isso de forma direcionada, metódica, com as práticas diárias de SwáSthya Yôga.

Existem outras formas de fazê-lo, não nego, inclusive sem um método definido.

Falo agora para as pessoas que já se interessam pelo assunto, para aquelas que já compreendem a importância e o prazer de poder se dedicar ao um processo de autoconhecimento.

Apresento uma percepção apenas do método que pratico, porque já o escolhi, considerando-o o melhor para mim (a partir da comparação com outros métodos e também pelo reconhecimento do progresso intenso, efetivo e seguro que posso notar com o método adotado).

Vejo o sádhana, a prática metódica e direcionada, como um momento de contato com o que sou, emocionalmente, mentalmente e por aí vai…

Instantes de pura observação.

Observação das minhas reações aos estímulos em todas essas áreas já citadas acima, e ainda a física…a energética…

Um tempo para reeducar ou corroborar essas reações. Percebendo como já ocorrem. Se ocorrem de forma satisfatória, ou se é necessário modificá-las.

Algo necessário para que eu possa cada vez mais me transmutar naquilo que considero louvável e bom, eticamente, fisicamente, emocionalmente, energéticamente, intuicionalmente…

Se você já faz o mesmo que eu fica aqui um empolgado estímulo: faça cada vez mais! faça cada vez melhor! apaixone-se mais por esse processo, entregue-se completamente!

Se você ainda não o faz, mas interessou-se, digo: priorize! arrume tempo para si! Digo por experiência que não irá se arrepeder nem um pouco. Que a partir disso irá ter ainda mais estrutura para fazer todas as outras coisa melhor…com mais atenção com mais foco…com mais bháva!

Se você nem se interessou, pergunto: não será agora uma boa hora para entender por que você ainda não é o foco da sua própria existência?

Se não for uma boa hora ok! Prossiga…

Se em outra oportunidade esta questão se colocar, você já sabe que tem, bem aqui, uma indicação de por onde começar!!!!



Indicação do que fazer por enquanto: Leia o post Prazer e atenção.

Mas não demore muito! Temos bastante tempo pela frente, mas não sabemos quanto!


Julia Rodrigues


quarta-feira, 1 de julho de 2009

Ese momento antes de dormir




Aeropuertos, taxis, hoteles, cambios de horarios, valijas que se extravían, demoran interminablemente, problemas con las reservas, gripe sospechosa en el pasajero de al lado y bebé que no para de llorar tres asientos adelante. Seguramente, lo usual para el ejecutivo de negocios que viaja frecuentemente o a diario. Pero en todo caso, hay una hora del día en la que finalmente llegamos a casa, o al hotel. Ya estamos en aquel lugar donde la intimidad es posible, el celular se apaga y nos quedamos con nosotros mismos. Sin embargo, no nos deshicimos, o tal vez no sabemos cómo hacerlo, de los avatares antes mencionados. A continuación, una ayudita.

Es en ese momento cuando la gran mayoría enciende el televisor para “despejarse” del día antes de irse a la cama. A pesar de que este simpático aparato tienta, tomarse unos minutos antes de dormir para hacer algunas técnicas de Yôga Antiguo suele ayudarnos a recargar nuestras energías de forma más eficaz que la conocida gimnasia del zapping.

El Yôga es una forma de vida que abarca diferentes aspectos: alimentación, respiración correcta y ética están igualmente incluidos en esta filosofía. Más allá de esto, aquí va una propuesta para realizar sin necesidad de tener conocimientos previos sobre la disciplina. Igualmente, el lector curioso por saber más encontrará, al final de esta nota, un par de links donde podrá enterarse con más detalles cómo funciona esta cultura.

Pero volvamos a nuestro momento personal al final del día. Podemos optar por irnos a dormir con toda la carga de la jornada sobre nuestras espaldas o dejarla a un lado, como si fuera una simple mochila, haciendo el siguiente ejercicio:

Reserve entre 5 y 10 minutos antes de dormir. El sueño nocturno tiene, entre otras, la importante función de mejorar el estado general del organismo. Lamentablemente es común que esas horas preciosas se inviertan sólo en acciones más básicas como relajar músculos, articulaciones, emociones y pensamientos. O en hacer la digestión, cuando se va a dormir justo después de comer (lo mejor es dejar pasar unas tres horas desde la última refección).

Si la descontracción corporal, emocional y mental la realizamos antes de dormir, estamos ahorrando tareas a las horas de sueño, que así podrán aprovecharse mejor para otros fines.
Por eso, acuéstese en su cama en una posición confortable y cierre los ojos. A partir de ahora, y por muchas horas, se encargará de descansar profundamente, para que al día siguiente pueda contar con un mayor caudal de energía.

Los primeros minutos manténgase despierto y lúcido. Pasado ese tiempo, se dejará llevar por el sueño hasta la mañana siguiente.

Oriente toda su atención en la respiración y la región abdominal. Cada vez que exhale, sienta el movimiento del abdomen que desciende y suelte todo su cuerpo. Lleve la conciencia hacia su brazo derecho y suéltelo. Esto ocurrirá gracias a una orden mental, sin necesidad de movimientos corporales. Permanezca siempre inmóvil. Concéntrese en la pierna derecha y repita el procedimiento de soltar y aflojar la musculatura. Pase la atención a la pierna izquierda, que también se soltará profundamente. Luego, es el momento del brazo izquierdo; cada centímetro ingresará en el estado de relax. Finalizando el círculo, concéntrese en la cabeza y relájela también. Abandone especialmente la musculatura facial, que suele cargar tensiones y gestos durante el día agitado.

En este instante estará a punto de dormirse. Su cuerpo relajado al máximo. Aproveche los últimos minutos del día para hacer un repaso de todo lo que realizó. Piense en el momento presente. Luego, en el instante en que se acomodó en la cama para hacer este ejercicio. Recuerde después lo último que hizo antes de acostarse. Y enlace ese recuerdo con su acción anterior. Recorra de esta forma su día completo, hasta toparse con el instante en que abrió los ojos por la mañana. Entonces, duérmase profundamente.

Al repasar mentalmente el día completo, deje a un lado el recuerdo de las tareas realizadas, con sus respectivos compromisos y emociones. De esa manera no ocuparán su mente mientras duerma. A su vez, estará entrenando la memoria y evaluando todo aquello que realizó en las últimas horas. Al día siguiente, se levantará con mayor disposición, más relajado, feliz y vital.

Una sola cosa más: antes de abrir los ojos, sonría.


Anahí Flores


terça-feira, 30 de junho de 2009

O alívio imediota





O sonho de ganhar a sorte grande. A miraculosa dieta de sete dias. A palestra motivacional. Há algo em comum nestas três idéias; eu o chamo de alívio imediota.

Alívio imediota é aquela prática hedionda que utilizamos quando tentamos aplicar uma solução fácil para um problema complexo. É a crença que nos faz pensar que somos muito espertos e que não precisamos de esforços disciplinados para alcançar um grande objetivo. Basta ter aquela “grande sacada”.

A questão é que a tal grande sacada muitas vezes (ou quase sempre) nos leva a uma solução paliativa que apenas oculta a verdadeira causa, fazendo com que o problema volte a aparecer com maior intensidade noutro momento. Peter Senge, especialista em aprendizagem organizacional, chamou a este comportamento de “consertos que estragam”. Como exemplo, ele cita a prática de colocar uma moeda no lugar do fusível para religar a energia elétrica. Da próxima vez que ocorrer um pico de energia, compreenderemos porque Senge chamou a esse comportamento de “consertos que estragam”...

A prática do alívio imediota destrói as finanças, a saúde e a vida de bilhões de pessoas no mundo todo.

Milhares permanecem na miséria, mas continuam alimentando a esperança de ganhar a sorte grande ao invés de confrontar sua verdadeira ignorância financeira e refletir sobre seu comportamento de consumo. Curiosamente, boa parte dos ganhadores da loteria perdem toda a sua fortuna justamente por não saber lidar com dinheiro.

Há aqueles que acreditam que uma dieta miraculosa, um remédio ou uma cirurgia irá resolver para sempre o seu problema de obesidade; vão empurrando com a barriga uma necessária reeducação alimentar, até que sua saúde seja totalmente corrompida por recursos químicos e agressivas intervenções cirúrgicas.

Nas empresas, anualmente, são gastos bilhares de dólares em palestras e eventos motivacionais. Dinheiro posto fora, pois o “Viagra motivacional” tem um efeito fugaz - só disfarça a real falta de propósito que impera no universo corporativo. Após algumas semanas (ou dias!) o efeito passa, tornando ainda mais forte a desmotivação e a descrença dos colaboradores.

E por que esse fenômeno preocupa? Porque somos brasileiros e em nosso país recebemos pós-graduação na ciência do alívio imediota. O famoso “jeitinho brasileiro” nada mais é do que a institucionalização desta prática, fazendo com que o povo teime em desperdiçar tempo na eterna busca pelo caminho mais fácil em detrimento de um saudável e necessário amadurecimento ético e comportamental. Devemos aceitar que fazer uma bomba com um cadarço puído, um clipe retorcido e um pote de Pomada Minancora somente era possível nos episódios do MacGyiver. Na vida real, nós, brasileiros, precisamos de menos jeitinho e de mais disciplina, pois nossa criatividade não suplanta a inovação global.

E por falar em global, sinto informar que o alívio imediota não é um patrimônio exclusivamente tupiniquim. A população mundial também está cada vez mais imediotista, buscando a felicidade em drágeas sem querer pagar o preço do desenvolvimento pessoal. É como cantava Evandro Mesquita numa das músicas da banda Blitz: todo mundo quer ir para o céu, mas ninguém quer morrer!


Ricardo Mallet