Este blog foi montado com o intuito de retratar experiências de professores de SwáSthya Yôga que dedicam suas vidas a praticar, ensinar e difundir esta fantástica filosofia de vida.



quinta-feira, 2 de abril de 2009

O meu rio






E para que servem os sentimentos se algumas pessoas fogem deles e outras são consumidas por eles?

Como em tudo, raramente os extremos são saudáveis. Vejo nossas emoções como uma maneira que nossa raça encontrou para produzir uma força incrível capaz de arrastar caminhões, derrubar paredes e levantar montanhas.

É com elas que também se cria, e se curte, arte. Com a arte nos expressamos de forma inalcançável para o campo mental. E isso é outra linda função do nosso emocional.

Quando entramos em maior contato com o que somos começamos a nos relacionar conosco de uma forma diferente. Percebemos mais a conexão entre nossos corpos físico, mental e emocional, assim como nos tornamos mais conscientes da capacidade e das funções de cada um deles e passamos a usá-los melhor.

Gosto de imaginar que tudo o que eu sou é uma energia, como um rio que desce uma montanha. Para mim é um jeito muito legal de me sentir e lidar comigo mesmo.

E quando consigo colocar isso em prática, minhas emoções tornam-se um motor que me permite realizar muito mais no meu trabalho, no basquete, nos meus relacionamentos. Elas produzem uma força impressionante que posso usar como bem entender.

Isso é muito acessível. Se voltar a atenção para dentro de si, consegue-se sentir as emoções se formando e passa a percebê-las como uma energia elétrica, como um rio.

E também vai sentir que, assim como um rio, essa energia precisa ter uma fonte e uma continuação.

Ao parar alguns instantes para perceber uma emoção com profundidade, conseguimos conduzi-la da forma que desejar, seja para aumentá-la, para diminuí-la ou para cessá-la.

Com a consciência de que tal energia precisa de uma fonte e de uma continuação, podemos escolher alimentá-la ou não. Se a emoção surge e contribui para a nossa qualidade de vida, para o nosso bem-estar, vamos alimentá-la pensando mais no que a gerou, lembrando da sensação provocada.

Se a emoção não faz isso, temos que saber que ela só estará presente enquanto permitirmos e a alimentarmos. Fácil assim. O que dá um pouco mais de trabalho é lembrar disso quando nos sentimos bem tristes. Nessas horas precisamos escolher se queremos ficar naquela situação ou se queremos nos sentir bem.

Para deixar de alimentar uma emoção não desejada basta que nos afastemos daquilo que nos fez liberar tal sentimento, que façamos algo diferente e evitemos pensar naquilo que nos incomoda. Mesmo que seja algo que precisemos resolver, deixemos para fazer isso quando nossas emoções estiverem estáveis.

O que ocorre é que nem sempre lidamos bem com o que produziu essas emoções. Ou é algo muito bom, que nos deixa bobos, ou muito triste, que nos deixa arrasados.

Quanto a isso o importante é saber que a vida simplesmente acontece. Eventos e problemas, também. Tão necessário quanto saber disso é aceitar que nós mesmos produzimos esses eventos.

O estado das nossas emoções pesa enormemente na nossa tomada de decisões. Em outras palavras: nosso emocional nos ajuda a construir nosso futuro.

Que futuro queremos? Um que pareça um acidente ao qual temos que nos adaptar ou um que seja resultado de escolhas conscientes e produtivas?

Vamos respirar mais, descansar nossos pensamentos, desacelerar, curtir e respeitar nosso corpo, seja na forma de lidar com ele, na sua limpeza ou no que comemos; vamos nos relacionar melhor com nossas emoções pelo simples fato de que disso depende nossa vida! E teremos uma vida, com o perdão da palavra, emocionante!


Thiago Duarte



3 comentários:

  1. Thiago, só uma coisinha:
    Muuuuito obrigada! :')
    Um abraço,
    Paula Milani

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