Este blog foi montado com o intuito de retratar experiências de professores de SwáSthya Yôga que dedicam suas vidas a praticar, ensinar e difundir esta fantástica filosofia de vida.



sexta-feira, 27 de março de 2009

A reação perante uma crítica




Admoestando um homem sei, pela sua reação, o que pensar dele.
Vejo de que metal foi feita a sua alma:
se golpear no bronze com uma luva não haverá nenhum som,
mas se o golpear com um martelo, soará.
Napoleão Bonaparte

Tudo o que um instrutor de SwáSthya Yôga realiza na sua atividade diária, tem uma consequência educativa. Quer seja por dar o exemplo, através da convivência, quer por exercer a profissão docente diretamente. Escrever, portanto, é uma das muitas ferramentas utilizadas para este fim.

Aqueles que decidem ingressar no mundo da escrita, devem aprender antes a lidar com as críticas. Principalmente os veteranos que, por vezes, ao possuirem mais experiência, podem cair no erro de acreditar que sabem de tudo, ou quase tudo. Fazer auto-estudo neste aspecto (swádhyáya) é um ponto principal para não se angustiar perante a primeira crítica (e estas existirão, aos montes).

Um dia, o Mestre DeRose entregou os originais do hoje conhecido livro Yôga, mitos e verdades a um instrutor assistente, que criticou um parágrafo dizendo que este era incomprensível. DeRose releu e considerou a crítica inoportuna. Mas pensou: “Se este instrutor não compreendeu, outros, com as mesmas limitações, tampouco compreenderão.” Por isso decidiu alterar o parágrafo.

Em uma outra ocasião, enquanto o livro Tratado de Yôga estava sendo escrito, uma instrutora leu o primeiro capítulo, intitulado O que é o Yôga, e foi bem direta ao manifestar a sua opinião, desaprovando-o quase com desprezo. DeRose deteve-se e pensou: “Se ela disse isso é porque está passando por problemas pessoais, mas, pelo sim pelo não, vou reescrever o capítulo.” Resultado: hoje é um dos melhores capítulos do livro.

Seja inteligente e aprenda com as críticas, tanto aquelas que foram feitas com intensão construtiva, como as que são evidentemente maliciosas, com tendência destrutiva. Ambas poderão tornar-se positivas ou negativas dependendo de como as assimilar.

Nunca se chateie com quem lhe fizer uma crítica à sua obra. Independentemente de qual era a intenção de quem a emitiu, para você podem resultar em pérolas ou pedras. Se as interpreta como pérolas de conhecimento, aproveite-as para treinar tapas (auto-superação). Mas se cair no erro egoista de ver pedras no seu caminho, estas funcionarão como obstáculos e você perderá uma oportunidade de melhorar a si mesmo e ao seu livro.


Anahí Flores
Tradução ao português: Sonia Monteiro.
Foto: Fernanda Neis.


6 comentários:

  1. Bela foto! Bonito texto! Saudades tuas, maninha!... Beijos

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  2. A Profa. Dora Santos, Diretora da Unidade São Bernardo, sempre diz que instrutor de Yôga não pode ter melindres. Lendo este texto chego à conclusão que um instrutor escritor muito menos.

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  3. Com certeça, Daniel!
    Beijinhos,
    Anahí

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  4. Ops, certeza, com "z"! (sobre o comentário a Daniel, do dia 2 de abril).

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